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Mercado imobiliário e construção civil reaquecem: confira os números

Taxa de juros em queda e diminuição do custo dos financiamentos imobiliários estão entre os motivadores para novos lançamentos e aquisições de imóveis

O mercado imobiliário e a construção civil são termômetros da economia, e respondem atualmente por cerca de 6% do PIB nacional. Depois de anos de estagnação e dificuldades de crescimento, o setor da construção civil levanta bilhões na bolsa, reativa projetos e abre canteiros de obras por todo o país.

De acordo o Sindicato da Habitação (Secovi-Rio), até julho deste ano foram lançadas 10.489 unidades na cidade do Rio de Janeiro, contra 8.390 em todo o ano de 2018. Uma pesquisa divulgada pela empresa RJZ Cyrela* revelou que 15,4 mil unidades foram lançadas e 5,3 mil foram vendidas no Rio de Janeiro (*registro feito até o mês de setembro).

Alguns dos motivos para essa alavancada no setor são:

  • A queda da taxa básica de juros, com a Selic no menor patamar da história;
  • Diminuição do custo dos financiamentos imobiliários;
  • A queda na inflação;
  • Novas linhas de crédito, como a nova linha indexada ao IPCA, lançada esse ano pela Caixa;
  • Queda no volume de distratos (quando o cliente desiste da compra durante a obra);
  • E concorrência entre bancos.

De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em agosto deste ano, o setor da construção registrou um volume 9,9% maior do que o registrado no mesmo período de 2018.

Número de lançamentos de imóveis nos últimos 12 meses:

  • 15,3% dos lançamentos foram de empreendimentos de médio e alto padrão;
  • 76,2% dos lançamentos residenciais são ligados ao programa Minha Casa Minha Vida.

Pensando em comprar imóveis para investir? Entenda o cenário

O comprador que pensa em adquirir um imóvel com o objetivo de investimento, volta a encontrar um cenário atrativo. De acordo com o Índice FipeZap divulgado em outubro, o preço dos imóveis para compra teve leve queda, enquanto o valor nominal do aluguel passa por leve valorização. O retorno médio anual para aluguel é de 5,34% para imóveis comerciais e de 4,64% para residenciais. Com a correção anual das taxas (comumente pelo IGP-M) o investimento já ultrapassa não apenas o CDI como também títulos do tesouro direto com juros pagos semestralmente, como é o caso do tipo Tesouro IPCA+ de médio prazo.

“A gente acredita que é um bom momento. O cenário atual é bem peculiar e está muito a favor do mercado imobiliário. Vivemos um momento de juros muito baixos. Rendimentos tradicionais perderam rentabilidade. Temos observado que há uma tendência clara de uma procura maior de imóveis residenciais pra alugar do que para comprar. Nossos dados de buscas eram maiores pra venda que aluguel há cinco anos. Hoje se inverteu. É uma mudança do comportamento da sociedade, uma tendência não só no Brasil, mas em todo lugar”, afirmou Sérgio Castelani, economista-chefe do DataZAP, do grupo Zap, em entrevista ao Valor Investe.

>> Confira a matéria do Valor Investe na íntegra em: Mesmo parado, retorno do aluguel ganha atratividade ante renda fixa.

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